Arquivo do mês: janeiro 2011

Basta

Chega! Basta!

Caracas, tem horas que nem agente se aguenta. E então, imagina os outros.

Estou dando uma sacudida, tirando toda sujeira impregnada, tirando tudo que é gente que só atrapalha a vida, clicando o FODASE.COM.BR e Foda-se o resto.

Chegou mais do que a hora de em um passe de mágica voltar a ser quem sempre fui.

Alegria, espontaneidade… sinto falta desse cara!

Então, é hora do retorno!

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Teste de Personalidade

O blog da Cris Lasaitis colocou um link para um teste muito interessante. Abaixo descrição dela:

“Dica da minha amiga Mila F. Está disponível na internet um teste psicólogico profissional, resumo do inventário americano MBTI (Myers Briggs Type Indicator) para tipos de personalidade.

É um quizz de 42 perguntas com 2 alternativas cada, que definem o seu tipo de personalidade entre 16 possíveis, acompanhado de uma baita descrição do perfil psicológico, habilidades e aptidões profissionais. O mais interessante é que cai como uma luva!

Para fazer o teste é só clicar aqui.

Muito legal e revelador!”

No meu caso, o teste deu ENFJ.

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dia a dia

Acordei esta madrugada com uma baita dor de cabeça. Por causa do calor. Sexta passada acabei extrapolando e ficando muito tempo no sol, mais do que devia.

Sem tomar água direito e uma alimentação precária, óbvio que o corpo iria sentir. Principalmente sem me cuidar direito nestes dias.

E aproveitar, fiquei um pouco sem voz ontem e com uma baita febre o dia todo.

Na hora de aula, coisa feia. Até pedi desculpas para os alunos, porque voz… já era!

Agora é hora de domir e me cuidar! Falta saber se eu consigo!!! rs

Ativo demais da conta.

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Dia bom

Belo dia! Bela manhã, bela tarde… um dia relativamente tranquilo de trabalho.

Fui para Extrema, fiz a manutenção necessária nos equipamentos, almoçamos em uma churrascaria e demos boas risadas.

As meninas do sindicato são muito engraçadas. E uma delas bem direta. Impressão minha ou as mulheres de hoje estão mais dadas?

Mas o engraçado mesmo foi quando comprei o Sem Parar no Pedágio.

– Qual o nome do carro?

– GOL.

– Táá… é chevrolet?

– Volkswagen…

– Fiat?

– Não! Volkwagen.

– Aahhhh, desculpe, pensei que Volkswagen fosse o nome do carro.

Só olhei e dei risada para ela. Ia fazer o que? Chamá-la de burrada?

No sindicato tudo legal! Consegui me machucar para variar. Sempre consigo me cortar! Incrível. Pelo menos a loira que nem sei ao nome, conseguiu estancar o sangue rapidinho. Interessante como cortes pequenos saem mais sangue do que os grandes.

Depois ela ainda me deu uma boa ajuda para instalar e configurar os equipamentos. Se não tivesse ajuda, ainda estaria por lá. Depois fomos na churrascaria, ou melhor, fui levado até lá. Boa carne, bom arroz, bem soltinho… O suco de maracujá! Que delicia!

O restante do pessoal que foi junto… alguns simpáticos, outros bem quietos. Pelo menos tinha alguém para conversar. Coisa dificil de se conseguir nos dias de  hoje. A grande maioria das pessoas parece terem desaprendido a falar.

Se fosse outro tipo de homem, teria a pego sem nenhum pudor. Mas não sou.

Enquanto isso, ainda preciso voltar para a Terra do Nunca. Lá é o único local onde posso reaprender a ser criança novamente.

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sem título

Estou relativamente cansado. Corpo, cabeça e espírito. A doença tomou conta da alma agora.

Preciso escrever e nem ao menos sei o que escrever.

– Escola tá um saco. Ficar horas e horas arrumando uma sala e os equipamentos para simplesmente alguém ir e detonar com a sala é fácil. E depois a coordenação vem e come o rabo.

– Exames médicos saíram todos com resultados que não queria.

– As pressões só aumentam a cada noite que retorno.

– E o que preciso, não tenho!

Sinceridade. Não sei mais o que fazer de vez.

Estou com a cabeça estourando. Todos querem que seja forte, corajoso, um HOMEM!

Todos esperam que seu seja algo. Sinceridade, não sei mesmo mais o que fazer ou o que fazer. Repetitivo?

É o que me tornei. Uma doença para mim e para todos ao meu lado.

As pessoas precisam de amigos melhores. As pessoas precisam de alguém que as amem sejam melhores do que eu.

Não estou sentindo piedade de mim. Nenhum pouco. Essa idade já se passou.

Apenas estou… cansado? Exausto? Preciso ir para a Terra do Nunca! Só lá posso encontrar o que realmente preciso.

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O Curioso Caso de Benjamin Button

Dica de filme

Um homem de 50 anos, interpretado por Brad Pitt, começa a rejuvenescer inexplicavelmente. E ao se apaixonar por uma mulher de 30 anos (Cate Blanchett), se encontra em uma situação complicada, não sabe como manterá o relacionamento se ficar cada vez mais jovem, enquanto ela fica mais velha.

Brad Pitt sabe trabalhar! Isto com certeza. Além de saber escolher bem os filmes que faz. E este faz juz.

Uma história de amor, mas também sobre a vida. Temos lições de vida durante todo o filme, mas de um modo sutil, leve, nada de jogado na cara do telespectador, que vai ao cinema para se divertir, e por que não, também aprender?

O filme começa pelo fim. Isto mesmo. Temos o nascimento de uma criança velha, que praticamente já é dada como morta… morando em uma casa cheia de pessoas velhas que esperam apenas pelo seu fim. Um relojoeiro que fala sobre a morte de seu filho na 2ª Guerra. E o filme, do começo do fim, começa a seguir para o início, o início da vida.

Este é um filme cheio de sensibilidade e detalhes. Para pessoas que são especiais, e para aquelas que não se acham nada.

Vale a pena assistir e reassistir. E com uma pessoa amiga ou amada do lado.

E no final das contas, o Curioso Caso, não é o de Benjamin Button, mas sim como cada um de nós vê a vida.

Esta dica escrevi em janeiro de 2009, mais precisamente no dia 29. Faz tempo.

O revi esta madrugada. E minha opinião não mudou em nada a respeito deste Curioso filme.

O filme é uma adaptação do romance de 1920 de F. Scott Fitzgerald. E ele começa com uma celebre frase: “Eu nasci em circunstâncias incomuns.”

E é um filme ou livro incomum, com uma história para lá de incomum. Desculpe a repetição da palavra “incomum”, mas a cena do personagem que sempre cai um raio e nunca morre durante o filme não sai de minha cabeça.

Button nasce velho, com seus 80 anos. Durante seus anos conhece a pequena Daisy Fuller, com a qual irá se encontrar anos depois e se casarem, além de terem uma filha.

A história se desenrola como deveria. Só que como qualquer filme, este filme não é como qualquer outro.

Quantas crianças conhecemos com uma alma tão velha? Algumas nos dão lições de vida, se mostram sábias e tão experientes.

Assim é Button. Sem medo da morte, pois sabe que poderá morrer a qualquer hora e em qualquer lugar, ele simplesmente vive. Não a cada dia, mas desde a hora que acorda até o momento de voltar para a cama e não saber se irá acordar no dia seguinte.

E com esta luta, ele rejuvenesce. Conhece a amizade o amor. Só que para ele, isto é impossível! Button possui uma doença, ele é diferente. Como alguém assim pode viver em sociedade, pode ter amigos ou ser amado?

Só que para esta velha criança, probabilidades não existem. Estas coisas são aprendidas com adultos e matemáticos.

Diferenças sociais e religiosas estão na mente “da gente grande”. Ele quer apenas brincar, correr, ter amigos e viver.

E assim a vida de Button vai seguindo. E ele volta para seu grande amor. Reencontra Daisy, na flor da juventude.

Mas o que será deles? Uma hora terão que se separarem. E a lógica prevalece.

E ao mesmo tempo não. O que prevalece é o que tanto esperamos da alma humana, o que tanto ansiamos de nossos sonhos, mas somos covardes o bastante para a negarmos: a vida e o amor.

A assistimos em filmes, lemos em livros, dizemos para nós “como seria lindo que isto me acontecesse”, mas a verdade é que somos mentirosos. Porque a mentira doi, mas a verdade afasta.

Não sabemos e não queremos viver e lutar pelo amanhã. Não aceitamos erros e temos medo da vida.

E com isto, nos tornamos a cada dia mais rancorosos. Temos muito o que aprender ainda. E espero que este filme possa te tocar em algum ponto.

E finalizando. Este filme me lembrou um outro muito antigo, com Ralph Macchio, o Daniel Larusso de Karatê Kid.

Os Três Desejos de Billy Grier.

A história. Um adolescente vai fazer um exame médico e descobre que sofre de uma raríssima doença que lhe causa envelhecimento rápido. Pior: a doença não tem cura.
Mesmo contando com o apoio da mãe, que nunca o abandona, Billy vê sua vida pessoal desmoronando e seu corpo definhando cada vez mais rápido, ganhando a perturbadora aparência de uma pessoa bem mais velha.
Sentindo a proximidade da morte, ele decide fazer uma lista das três coisas que gostaria de fazer em vida:
– Aprender a dirigir.
– Perder a virgindade.
– Tocar saxofone.

Parece que só descobrimos o que é a vida, na hora da morte.

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Qual o nome original dos carros na Corrida Maluca?

00 – The Mean Machine Dastardly and Muttley – Máquina do Mal
01 – The Bouldermobile The Slag Brothers – Irmãos Rocha
02 – The Creepy Coupe The Gruesome Twosome – Cupê Mal Assombrado
03 – Convert-A-Car Professor Pat Pending – Professor Aéreo
04 – The Crimson Haybailer The Red Max – Barão Vermelho
05 – The Compact Pussycat Penelope Pitstop – Penélope Charmosa
06 – The Army Surplus Special Meekley and Sarge – Carro Tanque
07 – The Bullet Proof Bomb The Ant Hill Mob – Quadrilha da Morte
08 – Arkansas Chug-a-Bug Luke and Blubber Bear – Tio Tomás
09 – The Turbo Terrific Peter Perfect – Peter Perfeito
10 – The Buzzwagon Rufus Ruffcut and Sawtooth – Rufus Lenhador

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Por que fevereiro tem 28 dias?

Dúvidas e dúvidas… e finalmente iremos esclarecer uma dos maiores mistérios de nosso planeta!!!

A origem do nosso calendario confunde-se com a origem da propria civilizacao. O numero doze era de extrema importancia para os sumerios. Os egipcios, por sua vez, foram, dos antigos, os que melhor mediram a duracao do ano, introduzindo um ano de 365 dias, e tambem um dispositivo de intercalacao, que previa um ano de 366 dias a cada periodo de quatro anos. Mas e’ aos romanos que devemos a maior influencia. O primeiro calendario romano surgiu juntamente com a cidade em si, fundada por Romulo em 753 AEC (antes da Era Comum). O calendario de Romulo era estranho, seu ano possuia apenas dez meses, somando um total de 304 dias. O periodo que correspondia ao rigoroso inverno romano simplesmente nao era contado! A Romulo, seguiu-se Numa Pompilio.
O segundo rei de Roma nao concordava com o calendario de dez meses apenas, e introduziu dois meses adicionais. Assim nasceram os meses de janeiro (Januarius, em homenagem ao deus Jano) e fevereiro (Februarius, em alusao as februas, mantos sagrados usados pelos sacerdotes). Por essa epoca, os numeros pares eram considerados agourentos. Entao, existiam meses com 29 dias e meses com 31 dias. Mas se somarmos doze numeros impares, teremos um numero par. Para que o numero de dias em um ano nao fosse par, fevereiro (o ultimo mes a ser criado) ficou com 28 dias apenas, de modo que o ano tivesse 355 dias. Antes de Julio Cesar assumir o poder e criar o calendario Juliano, em 44 AEC, o calendario de Numa ja’ havia sofrido alteracoes. Nessa epoca, o ano ja’ tinha seus 365 dias, com 5 meses de 31 dias (janeiro, marco, maio, setembro e novembro) e os demais com 30 dias (era mais importante ter um ano com um correto numero de dias do que um ano livre de numeros pares.).
Julio Cesar reformou o calendario, criando o ano bissexto, e logo epois foi assassinado. Foi homenageado por seus seguidores (que oram tambem seus assassinos!) com o nome de um mes. Quintilis passou se chamar Julius, julho. E para melhor homenagear o general, julho ficou com 31 dias, tomando um dia de fevereiro, que passou a ter 29 (30 nos anos bissextos). Depois de Julio Cesar, veio Cesar Augusto, que decidiu se homenagear ainda em vida, e tomou para si o mes de Sextilis, que passou a se chamar Augustus, agosto. Para nao ficar atras de seu antecessor, Augusto fez com que agosto tivesse tambem 31 dias. Para isso, trocou o numero de dias de setembro com outubro, e de novembro com dezembro. E, claro, tomou mais um dia do pobre mes de fevereiro! E desde entao fevereiro tem apenas 28 dias, 29 nos anos bissextos.

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Alguém Como Você

“Há poucas coisas mais tristes na vida do que ver alguém ir embora depois que deixou você.
Ver a distância entre seus corpos aumentar, até que não haja mais nada…
Exceto um espaço vazio e o silêncio.”

A frase é do filme com o título acima. Confesso que não o assisti ainda. E nem sei se o irei fazer. Mas gostei da frase.

Hoje estou naqueles dias de cansaço extremo. Com uma tremenda vontade de deitar e dormir. Um sono sem sonhos. Daquele que desmaiamos de uma maneira que se morrermos nem percebemos.

Estes dias estão sendo bem interessantes. Na aula marco o que o aluno deve fazer na prova:

– Capa / índice / colocar imagem / referência bibliográfica

Daí eles vem perguntar: “o que é para fazer? não entendi.” Mostro o que está na lousa e “aahhh, tá”. Tá uma ova. Porque continua sem entender. Daí faço o imaginável! Vou até meu PC, ligo na tela e mostro passo a passo o que é para ser feito. E mesmo assim ainda fazem errado.

Não há atenção. Não há desejo em aprender… simplesmente não HÁ NADA.

Acho que é por isso que a vida anda tão chata ultimamente. Não no sentindo “vou me matar”. Longe disso. Apenas que todos os tipos de relacionamentos estão chatos. Não há mais nada. Simplesmente nada.

Ninguém tenta o algo a mais. Ninguém tenta o diferencial. Todos apenas querem, mas não sabem o que querem.

Por isto a frase no começo. Porque é de um filme. Por isso comédias românticas fazem sucesso. São ficção, porque todos trocaram o real para a ficção.

Estou ficando, estou tentando, tantos “andos” e nada de faço ou ando de verdade.

Vamos perdendo a vontade e a motivação com as pessoas. Não vejo nada e não sinto nada. E quando chegamos nesse ponto, aí é para as pessoas se preocuparem se esperavam algo de você. Porque para mim já tanto faz.

“Pare de viver sua vida como se estivesse num filme.
Pare de idealizar seu amor em vez de encontrá-lo.
O amor não é sempre como um raio, as vezes é só uma escolha.
Talvez o amor verdadeiro seja uma decisão.
Decisão de correr risco com alguém.
Dar-se, sem se preocupar se vão dar algo em troca ou magoar você ou se é a pessoa certa.
Talvez o amor não seja algo que aconteca, talvez seja apenas uma escolha.”

Outro ponto é esse. Até idiotas como eu idealizam algo que não existe. É normal ao ser humano. Sempre esperamos algo, mesmo olhando para o nada, ansiamos que o milagre aconteça.

“- Fantasia não tem limites.
– Não é verdade! Você está mentindo!
– Garoto bobo. Você não sabe nada sobre Fantasia? É o mundo da fantasia humana. Cada parte, cada criatura é um pedaço dos sonhos e das esperanças da humanidade. Portanto, não tem limites.
– Por que Fantasia está morrendo?
– Porque as pessoas começaram a perder as esperanças e esquecer os sonhos. Assim, o Nada se fortalece.
– O que é o Nada?
– É o vazio que resta. É como um desespero que destrói esse mundo. E tenho tentado ajudar.
– Mas por quê?
– Porque pessoas sem esperança são fáceis de controlar.

E quando não acreditamos mais em fadas, os milagres são apenas virtuais, me torno tudo o que não queria: Gmork, de A História Sem Fim.

Não sei o que mais cansa. Esperarmos pelas pessoas ou o que elas sempre anseiam da gente. Na verdade, é dois lados que não leva a lugar nenhum.

Complicamos tanto esse mundo com regras sociais e ideológicas que nos esquecemos das partes simples que é simplesmente: viver por viver, amar por amar, ter amigos para simplesmente ter as duas primeiras partes.

Esta História Sem Fim – por sinal leiam o livro pois é fantástico -, que se tornou nosso modelo inventado de vida, é um fracasso comprovado.

E está na hora de realmente dormir.

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Algumas feridas nunca saram

– Mas – disse Sam, com as lágrimas brotando em seus olhos – achei que o senhor também ia desfrutar o Condado, por muitos e muitos anos, depois de tudo o que fez.

– Eu também já pensei desse modo. Mas meu ferimento foi muito profundo, Sam. Tentei salvar o Condado, e ele foi salvo, mas não para mim. Muitas vezes precisa ser assim, Sam, quando as coisas correm perigo: alguém tem desistir delas, perdê-las, para que outros possam tê-las. (…)

A parte do texto acima é de Frodo no último livro de O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei. Confesso que chorei com esta parte no filme e principalmente no livro.

“Não é justo”, gritamos conosco, principalmente se for este que escreve. Frodo lutou tanto. Carregou o fardo do Anel, por que, justo agora na hora que ele pode ser feliz tem que partir?

Só que quando analisamos toda a trilogia sentimos que Frodo nunca foi salvar o Condado e as pessoas que tanto amava para ele. Foi para salvá-las. Foi por elas, nunca para ele. Muitos fardos levamos sozinhos. Podemos ter pessoas que nos ajudem, nos carreguem e nos façam ter a força necessária para seguir adiante. Mas a dor e as feridas são individuais. Mesmo que um amigo caminhe ao meu lado eu vou cair e me machucar sozinho.

O que vejo de belo e uma lição de vida nesta obra de Tolkien é que o mais simples da Terra Média, um Hobbit, escolheu carregar o fardo até as terras inimigas, enquanto os mais poderosos simplesmente brigavam entre si, para quando ele diz “eu levarei”, todos se calarem e se envergonharem.

Frodo lutou sem ser um guerreiro. Caminhou pelo caminho da morte, do desespero e sem ser um herói, chegou até as Montanhas. E lá, no final de tudo, ele caiu.

Ficou tentado pelo desespero do anel. Nas portas de entrada do Inferno, Frodo não aguentou. E isso torna este livro tão precioso (desculpem o comparativo com Gollum).

Mas havia alguém ali naquele momento que ainda acreditava em Frodo. E este era Sam. Costumo dizer que amigo é aquele que não vai até o inferno com você, mas evita que você chegue lá.

E foi exatamente isso que Sam fez. Bravamente ele acreditava em quem Frodo era. Que aquele era apenas um momento de desesperdo de seu mestre e amigo. Que as palavras de ódio, tristeza e tantas outras que Frodo jogava na cara de Sam, não eram dele. Era apenas o momento, aquele derradeiro que sofremos por não aguentar mais o fardo.

Sam foi o companheiro e o amigo. Mas a jornada de Frodo chegou ao fim. Ele e Sam conseguiram destruir o anel. A paz voltou.

E é assim em muitas coisas de nossas vidas. Lutamos tanto por algo para descobrirmos no final que não era por nós e sim por outros. Quantas vezes alguém luta por um amor para descobrir que no final das contas era apenas para ensinar a outra pessoa o valor do amor? Porque lutou tanto por aquela pessoa, para que ela simplesmente ficasse com outra. Mas ela, aquela por quem tanto lutou, aprendeu o valor.

Não é justo. É isso o que gritamos. Sim, concordo. Mas o que é justo? Amarrar a outra pessoa?

De forma alguma. Isto nos torna o vilão da história. Tudo pelo que lutei, pode não ter servido para mim, mas serviu para alguém.

E assim é no amor, na amizade, no trabalho. Assim é na vida.

O importante é não perder a fé na luta. Saber o significado da boa luta. Conhecer os limites, pois desta maneira poderei ultrapassa-los.

E principalmente, que toda jornada, por mais que tenha alguém ao lado, será sempre solitária e doída. Porque guardamos as dores dentro de nós. O fardo é nosso, não dos outros. E assim, no final de nossa história, apenas deixar o livro aberto para que outros o continuem.

Colocar a mão no peito e saber que “algumas feridas nunca saram”.

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