Arquivo do mês: dezembro 2010

Piada

Muitas vezes o mundo parece uma piada. Pensamos que as pessoas riem do que contamos, mas na realidade elas riem de nós.

Nem sempre as pessoas acreditam no que contamos. Nem sempre a vida parece ser o céu que deveria ser.

Mas também não é o inferno que julgamos.

Olho pela janela do meu quarto e vejo luzes. Milhares de luzes acesas.

Esta é a cidade onde moro. A dama, o cavaleiro, seja o que for, é onde moro.

É aqui onde passo meus momentos felizes e tristes.

E olho para suas luzes e lágrimas teimam em querer descer. Mas respiro fundo e deixo apenas o gemido sair.

Fecho os olhos e baixo a cabeça.

A saudade vem forte. Os sentimentos se tornam mais fortes.

Levanto a cabeça e olho a face desta cidade. Será que fiz alguma diferença a alguém?

Posso fazer neste momento, mas e amanhã?

Um morre, tantos outros nascem. A vida continua.

“Leio num livro em que há mais coisas do que nos vossos!”

O que realmente é o desejo? E o que realmente é o mundo?

Muitas vezes devanear em palavras parece não ter sentido para quem lê, mas tem muito para quem escreve.

E ando cansado… muito cansado. Cansado de ir dormir, de acordar… cansado de tantas coisas.

Mas uma coisa não me cansa. E isto é um prazer na hora dos sonhos.

De qualquer forma, estou cansado hoje.

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Extremos

Final de ano. As pessoas parecem ser mais dóceis. Mas apenas na imagem.

Incrível a quantidade de assaltos, mortes e acidentes nas estradas.

Como as pessoas podem ser tão extremas? Alguns dóceis pais que dizem para seus filhos não chingarem, tratarem bem ao próximo e quando pegam o volante são totalmente o contrário do que dizem.

Não vou colocar um post enorme com definições. Apenas algo para refletirmos. O quanto todos somos extremos.

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O Som do Silêncio

Uma hora surtamos. Não tem jeito.

Sou daquelas pessoas que gosta do controle, sobre minha vida. Só que uma hora o copo não aguenta. Ele estora e quebra.

E eu quebrei ontem. Não vou recolher os pedaços. Esse copo deu tudo o que tinha que dar.

Viver como os outros querem, mesmo quando você não aceita isso, é complicado. As pessoas esperam muito da gente.

Ser o que as pessoas querem e viver como elas querem… cansei.

Pedi para isto nunca acontecer e novamente volto ao inicio de tudo. A cabeça doi, a alma fica quebrada e o peito vazio.

Nem tudo o que queremos podemos ter. E nesse momento só quero um pouco de silêncio.

Um pouco do som do silêncio, como a música de Simon & Garfunkel.

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Do meu jeito… Sempre na minha Mente

Poucos conseguem emocionar e se emocionar. Quantas músicas e cantores são eternos? O Rei está morto. Vida Longa ao Rei.

E esta é uma de minhas músicas preferidas. Elvis Viveu no Limite. Sempre no Limite da Vida.

Quantas pessoas vivem intensamente o amor, o ódio, a paixão, tristeza? E quantos podem deixar tanta saudade?

My Way, Do Meu Jeito, é uma música simples e tantos signficados. Assim como Always on My Mind.

As músicas dizem tudo.  Não precisam de explicações.

Talvez os vídeos só possam ser vistos no Youtube.

E agora que o final está próximo
Então eu encaro a cortina final
Meu amigo, vou dizer claramente
Vou relatar meu caso, tenha certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Viajei por cada uma e por todas as estradas
E mais, mais que isso
Eu fiz do meu jeito.
Arrependimentos, tenho poucos
Mas então, de novo,
Poucos demais para mencionar
Fiz o que tinha de fazer
E fui até o fim, sem exceção
Planejei cada curso projetado
Cada passo cuidadoso do percurso
Oh, e mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito.
Sim, houve vezes, eu sei que você sabe
Que abocanhei mais do que podia mastigar
Mas apesar de tudo quando havia dúvida
Eu comia e cuspia
Enfrentei tudo e me mantive no alto
E fiz do meu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte perdida
E agora as lágrimas cessaram
E acho tudo tão incrível
Pensar que fiz tudo isso
E posso dizer sem me acanhar
Oh, não, eu não
Eu fiz do meu jeito.
O que é um homem, o que ele tem
Se não for a si mesmo, então ele não tem
Que dizer as palavras que sente
E sim as palavras que ele exprime
O registro mostra que tomei fôlego
E fiz do meu jeito
O registro mostra que tomei fôlego
E fiz do meu jeito
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Louco

Beleza! Cheguei a conclusão que estou ficando louco. Totalmente pirado na batatinha.

Essa noite caiu uma chuva e o louco aqui resolveu ir “brincar”. Fiquei da 1h da madrugada até 4 e pouco simplesmente sentado e tomando chuva.

E ainda tirei a camisa! E fiquei ali sentado, olhando as gotas caindo. E cantando Johny Cash, Hurt.

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that’s real
Só faltou o violão. Visão aterradora.
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
E a música ficou martelando na cabeça. Alguns carros passavam. E a chuva continuava batendo forte. Fria, escorrendo pelo corpo.
E para ajudar, parece que alguém resolveu ouvir Tears in Heaven. Aí fiz a maior maluquice. Deitei no chão para sentir o frio gelado da pedra.
Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
‘Cause I know I don’t belong
Here in Heaven
Às vezes o mundo teima em andar rápido. Queria aquele controle remoto do Click e pausar tudo, apertar o Voltar, dar novamente o Play e tentar recomeçar.
Mas como me disse uma amiga, nossa vida é assim. Não dá para voltar atrás. Não tenho uma máquina do tempo para recomeçar.
Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don’t throw your hand, oh no
Don’t throw your hand
If you feel like you’re alone
No, no, no, you’re not alone
E as músicas continuavam a vir com a chuva.
Agora tudo dói. O mundo ainda continua. E minha vontade é gritar com ele. Socar o mundo.
Dizer por que ninguém olhou para cá? Por que ninguém liga?
E daí lembro de uma famosa frase. “O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento.”
E sei que não tem nada a ver. Simplesmente tem hora que precisamos soltar tudo. Para realmente não ficarmos loucos. Os dias são sufocantes.
If I wait for stormy skies
You won’t know the rain from the tears in my eyes
You’ll never know that I still love you so
Only heartaches remain
I’ll do my crying in the rain
E assim mais uma noite terminou. Voltei. Apenas peguei uma tolha e me sequei. E me senti vivo, com o frio da água que ainda ficou no corpo.
Sei que foi errado. Sei bem disso. Mas precisava da chuva para lavar o corpo, limpar a mente. E novamente ver que mesmo acompanhado, ainda me sinto tão solitário.
Saudades… de um dia que não volta. Com vendas impostas por um futuro que quero tanto mas…
Since we’re not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you’ll never see
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Seguindo a vida

Esses dias estão sendo complicados. Mudanças na escola novamente. Deram férias para o Coordenador, colocaram outro e a auditora mais brava está lá.

Pelo menos é o que falam. Reunião até tarde da noite, cliente que não atende o telefone e isso porque o evento é esse domingo.

Estou realmente de saco cheio. Estou com aquela vontade de simplesmente mandar tudo para os ares. Mas sei que não posso fazer isso.

Domingo é dia de ir para Extrema. Terça vou estar de folga. Graças! Pelo menos isso eu consegui. Agora só falta cancelarem de novo as minhas férias.

Dois anos sem parar está me matando.

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Fantasmas

O toque de um piano. O som de uma flauta. Tocam fundo na minha alma.

Ah doce melodia.

Como o som pode mudecer uma pessoa. Como a música pode trazer lembranças tão boas.

Porque a saudade traz aquilo que não temos mais.

E as lembranças trazem você. E junto, meus sonhos…

Fecho meus olhos e a imagino. Abros-os…

Sinto sua pele junto de mim. Seus olhos nos meus. Sua alma tão terna.

Seguro suas mãos, juntos, bailando para ninguém.

Pergunto se existe motivo para te amar. E vejo dentro de mim, dentro de você.

Não, não existem motivos para o amor.

E sei que quando tiver a resposta para te amar, então não te amarei mais.

Continuamos nosso baile. Abraçados. Eu te levo, você me leva.

A flauta tão doce nos faz voar. Como Peter Pan e Wendy.

O mundo é tão grande e colorido. Esperam apenas para serem descobertos.

O piano toca as batidas do meu coração.

Você pode sentir? Você pode ouvir?

Quero ser calado por lábios que sejam os seus.

E então a música chega ao fim. E com ela você se desfaz como um sonho…

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

– Metade de Oswaldo Montenegro

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Lamento da alma

A música faz parte do ser humano. Podem ser quentes, tristes, falar de coragem. Mas todas falam sobre a alma.

Mas a verdadeira música foi feita para se dançar. Rodopiar, sozinho ou acompanhado.

A noite, de dia, ao lado do fogo. Não importa onde.

Ah mulher que dança. Dança no meu coração.

Música triste, sorriso da alma.

Ah mulher que baila, enquanto meu coração pulsa.

A alma triste de um amor perdido.

Ah mulher que rodopia em meu peito.

Para onde seus pés caminham?

Volte para mim. Volte e traga o que me levou.

O que é um homem sem sua alma. Para onde vai sua coragem?

Ah mulher que dança, rodopia e baila.

Mais rápido como o vento. Leve como a pluma.

Seus movimentos são como os raios da tempestade. Sua voz como o trovão. O brilho de seus olhos, safiras da terra.

Ajoelhe-se mulher do vento. Deite minha cabeça cansada e deixe-me morrer.

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